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2006-09-26
Santa Marinha - um projecto único de revitalização
urbana.

O Estudo de Enquadramento Estratégico da Área Crítica de
Recuperação e Reconversão Urbanística de Santa Marinha é
o ponto de partida para a transformação do Centro
Histórico e da zona ribeirinha numa área mista de
habitação, serviço e lazer, altamente qualificada em
todos os segmentos e, com elevados padrões, nomeadamente
arquitectónicos.
A estimativa de investimento global na zona de
intervenção (152 hectares) é de 817 milhões de euros,
sendo 604 promovidos por privados e 213 milhões por
entidades públicas.
Com este estudo preparou-se um conjunto de ideias e
propostas que, no prazo de 3 a 6 anos, permitirão
requalificar o Centro Histórico da nossa freguesia,
aliando a inovação à tradição, e muito, especialmente,
reconquistando as pessoas a viver neste espaço
privilegiado.
"PRIMEIRO DE JANEIRO" -2006-09-26
Nova centralidade metropolitana.
O «Masterplan» prevê a criação de uma nova centralidade
metropolitana e o regresso de 6.400 habitantes ao Centro
Histórico. No prazo de 10 anos serão investidos 817
milhões de euros para reabilitar uma área de 152
quilómetros quadrados com uma identidade única.

O Estudo de Enquadramento Estratégico da Área Crítica de
Recuperação e Reconversão Urbanística, também conhecido
como «Masterplan» para o Centro Histórico de Vila Nova
de Gaia, prevê um investimento global de 817 milhões de
euros, sendo que a maior fatia (604 milhões) está
destinada aos privados. O investimento que compete às
entidades públicas é de 213 milhões. A Sociedade de
Reabilitação Urbana (SRU), responsável pelo projecto,
assumirá cerca de 148 milhões de euros do investimento
público.
O calendário estipula que as obras e acções da
responsabilidade da SRU sejam realizadas em seis anos e
por outras entidades públicas e privadas no limite de
dez anos. Estima-se que, no final da intervenção, o
Centro Histórico ganhe mais 6.400 habitantes e que se
criem 2.900 empregos. A fixação da população vai ser
promovida com uma “oferta habitacional diversificada e
com a criação de espaços de sociabilidade, de apoio e
solidariedade social”. O objectivo é transformar o
Centro Histórico num «ex-libris» da Área Metropolitana
do Porto, bem como num pólo de referência nacional e
internacional, cujo processo de candidatura a Património
da Humanidade vai trazer um valor acrescido, reforçando
a ligação entre as duas margens do Douro”.
As intervenções
Serão criados hotéis de charme, um centro comercial a
céu aberto, um centro interpretativo do vinho, um pólo
cultural nas antigas instalações da Companhia Real
Vinícola e um “museu vivo” dedicado aos barcos rabelos.
No Convento Corpus Christi vai ser criado um centro de
congressos com o papel de “equipamento-âncora”. A falta
de articulação entre a cota alta e a cota baixa poderá
ser resolvida com a implantação de um teleférico, de
escadas rolantes ou de elevadores, “sempre com o cuidado
de minimizar os efeitos intrusivos destes equipamentos”.
Além dos 180.400 metros quadrados de estruturas verdes
que serão implementados, o «Masterplan» determina que
sejam reabilitados 308.200 metros quadrados de
edificado. Setenta e um por cento do edificado
encontra-se em “mau” estado de conservação, mas apenas
um por cento dos edifícios corre risco de ruína.
A revitalização do Centro Histórico inclui ainda a
melhoria das acessibilidades (será rasgada uma nova via
no sentido poente/nascente a meio da encosta
ribeirinha), o ordenamento do tráfego, a criação de
estacionamento dissuasor da utilização do transporte
individual e o incentivo à utilização de transportes
públicos. A iluminação cénica dos edifícios e a
sinalética também estão contempladas.
A alavanca
“Continuando um processo de transformação na frente
ribeirinha, inicia-se agora uma nova fase que constitui
um marco no processo de reabilitação do Centro Histórico
e da criação de uma nova centralidade metropolitana”,
afirmou fonte da Parque Expo, responsável pelo estudo. A
identidade única deste território “vai ser reforçada e
valorizada, com a revitalização do património económico,
natural, histórico e cultural, dando particular relevo à
cultura do Vinho”. Ou seja, a actividade produtiva das
caves, que será mantida, vai ser a alavanca do
desenvolvimento da área de intervenção. Para a
Associação das Empresas do Vinho do Porto (AEVP), o «masterplan»
é um instrumento importante, elaborado com
“transparência e clareza”, após um processo de consulta
e diálogo. Além da AEVP e de empresas do sector, a
elaboração deste estudo contou com os contributos do
IVDP, do Ippar, da APDL e das juntas de freguesia. O «Masterplan»
foi apresentado sexta-feira pelo presidente e pelo
vice-presidente da câmara, Luís Filipe Menezes e Marco
António Costa, respectivamente, e pelo do presidente da
Parque Expo, Rolando Borges Martins. O secretário de
Estado do Desenvolvimento Regional, Rui Baleiras,
representou o Governo.
O Apelo.
SRU rapidamente
A autarquia está “pronta para avançar”, mas prefere
aguardar pela publicação da nova legislação da
reabilitação urbana (que deverá ser publicada na segunda
quinzena de Outubro) antes lançar as primeiras obras.
“Sabendo que está a sair este pacote legislativo, manda
o bom senso que aguardemos algumas semanas, até porque
há um compromisso de princípio por parte do ministro do
Ambiente que de uma forma ou de outra se envolverá na
Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) de Gaia”, disse
Luís Filipe Menezes. “Contamos com o Governo para que a
SRU seja uma realidade em curtíssimo prazo. Não sabemos
governar a pensar em 2050. Pensamos o futuro no
presente”, acrescentou Marco António Costa. Rolando
Borges salientou o “modelo inovador e pioneiro” do «masterplan»
e frisou que “a Parque Expo pretende ter um envolvimento
na futura SRU”..
Lúcia Pereira - O Primeiro de Janeiro
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